domingo, 19 de maio de 2013

Chapter 8 - When There Was Me And You

“Vou alertar antes. Tenho confusões dentro de mim. A minha carência elevada assusta. E os meus medos exagerados irritam. Então, não se sinta covarde. Se quiser ir embora agora, vá. Enquanto há tempo.” — Allax Garcia.

13h00min.
O pai de Julian se chamava José, sendo atendido entre amigos apenas por Zé. Quando chegou à casa dos Shaffer aparentemente percebeu-se que ele tentou mostrar-se apresentável a todos, porém ainda um pouco desajeitado, a gravata fora do lugar - detalhe que só Carlos percebeu -, uma pequena mancha de Café na gola da camisa (Vivian viu) E as roupas não eram de marca alguma (Michelle) Para Julian... Ele podia não ser exatamente como o sonhava, mas passou a ser agora.
 — Sente-se, por favor, senhor José, e permita-me pedir que almoce conosco.
 — Oh, sim! Obrigado, senhora...
 — Vivian, é um prazer.
 — Sim, Vivian! — Ele não parava de olhar para Julian, nem Julian a ele.
 — Olhe, eu queria deixá-lo logo informado que Julian dá muito... Amor a essa casa. E que ele foi criado aqui não como um órfão, mas como um filho.
 José comia rapidamente e sem controle. Parecia que tinha saído da cadeia.
 — Ah, sim! É muito bom saber disso, eu sempre quis muito conhecer meu filho. Fico inconformado por não ter tido convivido nas melhores épocas. Porém... O destino foi quem escolheu assim. Eu não tinha condições de dar uma vida a mim mesmo, quanto mais a um filho. Então preferi me estabelecer até poder procurá-lo, rezando para que ainda estivesse vivo.
 — Fico feliz em saber disso. E Julian sabe que se precisar de qualquer coisa, nós estaremos aqui e nunca o esqueceremos. Dependendo de sua decisão, ele estará bem onde achar que deve estar.
 — Ele só estará bem aqui. — Michelle impõe-se.
 — Michelle!
 — Desculpe. Continue, senhor José. — Ela deu um sorriso não muito simpático a ele.
 — Bem, eu nunca o tiraria de um lugar que já se acostumou e se enquadrou. Moramos longe, mas ele poderá vir aqui todo fim de semana, ou até mesmo quando quiser. Só não tenho certeza que estaremos sempre amigos das despesas se ele quiser vir constantemen...
 — Oh! Nós cobrimos o necessário. — Michelle mais uma vez.
 — Querida, chega.
  Ela se calou.
 — Não imagina o quanto ficamos felizes em ouvir essa notícia.
 — Ora, que isso, Vivian, eu só preciso de um tempo para conhecer meu filho, mas claro que nunca faria isso com ele. Sei que deve ser estranho no começo, mas tenho certeza que as coisas irão se ajeitar.
 — E então Julian, você está de acordo, deste modo? — Vivian indagou.
  Ele balançou a cabeça, dizendo sim.
 — Devemos então falar com algum advogado seu, para alguma autorização de que irá está de acordo com a vinda de Julian aqui por dias alternados?
 — Ah, não! Não vamos envolver isso... O que é, senhora Vivian, não gostou de mim? Achei que nos demos tão bem e eu passei minha confiança. Vejam bem... Como disse, ainda estou estabelecendo minha vida, não tenho dinheiro para essas bobagens.
  Vivian hesitou e ele a olhou mais uma vez.
 — É certo. Bobagem.
  Julian se despediu de todos, mas o abraço mais forte foi em Michelle.
  Deixando-lhe um papel em sua mão discretamente.
  Quando saíram, ela o abriu:
"Nunca se esqueça, que sempre a amarei, pequena curiosa. Julian."
  Ela apertou forte o bilhete em seu peito, prendendo uma lágrima.
  Um mês se passou.
  Julian não voltou.

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domingo, 19 de maio de 2013

Chapter 8 - When There Was Me And You

“Vou alertar antes. Tenho confusões dentro de mim. A minha carência elevada assusta. E os meus medos exagerados irritam. Então, não se sinta covarde. Se quiser ir embora agora, vá. Enquanto há tempo.” — Allax Garcia.

13h00min.
O pai de Julian se chamava José, sendo atendido entre amigos apenas por Zé. Quando chegou à casa dos Shaffer aparentemente percebeu-se que ele tentou mostrar-se apresentável a todos, porém ainda um pouco desajeitado, a gravata fora do lugar - detalhe que só Carlos percebeu -, uma pequena mancha de Café na gola da camisa (Vivian viu) E as roupas não eram de marca alguma (Michelle) Para Julian... Ele podia não ser exatamente como o sonhava, mas passou a ser agora.
 — Sente-se, por favor, senhor José, e permita-me pedir que almoce conosco.
 — Oh, sim! Obrigado, senhora...
 — Vivian, é um prazer.
 — Sim, Vivian! — Ele não parava de olhar para Julian, nem Julian a ele.
 — Olhe, eu queria deixá-lo logo informado que Julian dá muito... Amor a essa casa. E que ele foi criado aqui não como um órfão, mas como um filho.
 José comia rapidamente e sem controle. Parecia que tinha saído da cadeia.
 — Ah, sim! É muito bom saber disso, eu sempre quis muito conhecer meu filho. Fico inconformado por não ter tido convivido nas melhores épocas. Porém... O destino foi quem escolheu assim. Eu não tinha condições de dar uma vida a mim mesmo, quanto mais a um filho. Então preferi me estabelecer até poder procurá-lo, rezando para que ainda estivesse vivo.
 — Fico feliz em saber disso. E Julian sabe que se precisar de qualquer coisa, nós estaremos aqui e nunca o esqueceremos. Dependendo de sua decisão, ele estará bem onde achar que deve estar.
 — Ele só estará bem aqui. — Michelle impõe-se.
 — Michelle!
 — Desculpe. Continue, senhor José. — Ela deu um sorriso não muito simpático a ele.
 — Bem, eu nunca o tiraria de um lugar que já se acostumou e se enquadrou. Moramos longe, mas ele poderá vir aqui todo fim de semana, ou até mesmo quando quiser. Só não tenho certeza que estaremos sempre amigos das despesas se ele quiser vir constantemen...
 — Oh! Nós cobrimos o necessário. — Michelle mais uma vez.
 — Querida, chega.
  Ela se calou.
 — Não imagina o quanto ficamos felizes em ouvir essa notícia.
 — Ora, que isso, Vivian, eu só preciso de um tempo para conhecer meu filho, mas claro que nunca faria isso com ele. Sei que deve ser estranho no começo, mas tenho certeza que as coisas irão se ajeitar.
 — E então Julian, você está de acordo, deste modo? — Vivian indagou.
  Ele balançou a cabeça, dizendo sim.
 — Devemos então falar com algum advogado seu, para alguma autorização de que irá está de acordo com a vinda de Julian aqui por dias alternados?
 — Ah, não! Não vamos envolver isso... O que é, senhora Vivian, não gostou de mim? Achei que nos demos tão bem e eu passei minha confiança. Vejam bem... Como disse, ainda estou estabelecendo minha vida, não tenho dinheiro para essas bobagens.
  Vivian hesitou e ele a olhou mais uma vez.
 — É certo. Bobagem.
  Julian se despediu de todos, mas o abraço mais forte foi em Michelle.
  Deixando-lhe um papel em sua mão discretamente.
  Quando saíram, ela o abriu:
"Nunca se esqueça, que sempre a amarei, pequena curiosa. Julian."
  Ela apertou forte o bilhete em seu peito, prendendo uma lágrima.
  Um mês se passou.
  Julian não voltou.

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