"Todo mundo sofre de alguma forma, todo mundo tem a sua história. A questão é: Quem as conta e quem as guarda no coração?"
— Ok então. — Jacob ainda estava rindo.
— O que vamos comer? — Michael tentou puxar assunto, acho que seria a melhor maneira, então eu o ajudei.
— Hmmm... Quem sabe uma comida japonesa? — Eu levantei dedo como se tivesse tido a melhor ideia do mundo. Michael fez cara de nojo quando disse “comida japonesa”.
— Italiana? — Ele deu outra opção.
— Ah, é tudo comida. — Johnson deu de ombros e eu soltei um sorriso com a situação. Ele olhou para mim e eu senti meu rosto corar, então virei para Michael para que ele não visse que eu estava assim.
— O que houve, senhorita histérica?
— Para de me chamar assim, Johnson! — Olhei para ele e meu rosto parou de corar formando uma cara de ódio. Ele me olhou assustado, mas depois riu fazendo Michael rir também.
— Mas como você sabia que a gente estava aqui, Jacob? — Michael tentou mais uma vez puxar assunto e Jacob abaixou a cabeça enquanto eu olhava os dois.
— Eu não sabia. — Jacob levantou a cabeça e sorriu para ele. Eu o olhei estranho.
— Ok. Eu preciso ir ao banheiro. — Michael se levantou e saiu andando até o banheiro masculino me deixando sozinha com o Jacob.
— Ér... — Johnson coçou a cabeça e eu sorri para ver se descontraia o clima. — Não estou atrapalhando mesmo?
— Não!
— Ér, vou dar uma voltinha ali fora e já volto. — Ele se levantou e me deixou sozinha na mesa. Depois de um tempo Michael voltou e reparou que eu me encontrava sozinha.
— Cadê o cara? — Ele olhou em volta e não encontrou ninguém.
— Foi dar uma volta.
— Chama ele que eu vou pedir a comida, ok?
— Tá. — Disse indiferentemente e saí a procura do Jacob, quando o encontrei sentado em um banco perto de uma caixa de areia para crianças brincarem com a cabeça baixa. Me aproximei um pouco mais e eu acho que ele não havia percebido que eu estava ali. Fui se aproximando cada vez mais e percebi que ele estava desenhando na areia.
Cheguei um pouco mais perto e vi que o desenho era na verdade o meu nome. Fiquei totalmente paralisada. Meu nome? Por que ele escreveria o meu nome na areia? Fiquei me perguntando por um bom tempo o que seria aquilo, estava a uns dois metros dele, mas tinha certeza que aquilo na areia era meu nome. Isso fez com que eu me arrepiasse. Dei mais um passo e ele finalmente percebeu que eu estava ali. Olhou fixamente para mim e depois limpou rapidamente o desenho na areia.
— Que foi, Isabella? — Ele me perguntou como se não tivesse acontecido nada.
— Eu... Eu... — Continuei olhando para a areia e depois levantei a cabeça, ele estava me olhando confuso. — O Michael está te chamando. Ele... — Eu não conseguia achar as palavras. — Ele quer que a gente escolha o que comer. — Consegui terminar a frase.
— Tá, vamos. — Ele se levantou. — Nossa, eu to com fome. — Jacob colocou a mão na barriga como se ela estivesse roncando e eu ri. — Vem, vamos lá. — Ele passou o braço por cima do meu ombro e eu o olhei. — Sabia que você era mais chata antigamente?
— JOHNSON! — Gritei seu sobrenome e eu riu, ainda com os braços por cima do meu ombro. Será que eu deveria retribuir o abraço ou não? Bom, independente do que ele vai pensar sobre isso eu vou retribuir. Passei meu braço pela cintura dele e olhei para o seu rosto, quando o vi sorrindo. Era assim que éramos antes de nos odiarmos, éramos amigos... Namorados.
— JOHNSON, EU TE ODEIO! — E estamos nós brigando outra vez por motivos idiotas.
Se passaram duas semanas depois do dia em que me encontrei com Michael e Jacob naquele restaurante.
— Adoro te ver assim, Smith. — E lá estava ele me imitando e gargalhando.
— VAI... VAI TOMAR...
— Vou tomar? — Ele me provocava.
— VAI TOMAR BANHO! — E ele riu mais uma vez me deixando com mais ódio ainda. — Preciso sair de perto desse troço. — Eu disse e saí andando batendo o pé e com cara de ódio. E ele, como sempre, rindo da minha cara. Um dia nós estamos rindo e se divertindo, no outro estamos brigando e quase se batendo. Que coisa bipolar! Nunca tem algo certo. Ou eu o amo ou o odeio, certo? Talvez eu o odeie por me fazer amá-lo... Será que eu o amo? É tão bom vê-lo perto de mim... AI, EU PRECISO DE AJUDA!
Estava mais uma vez escrevendo no papel.
VOCÊ O AMA ! Entenda isso, amiga.
Li e reli o que Sophia havia mandado para mim. Será que eu o amava mesmo? Acho que não. Mesmo ele sendo muito importante para mim, lindo, engraçado, amigo, fofo, mesmo eu o odiando... Ah cara, não me diz que a Sophia está certa. Ele não me ama e eu sei disso, seria idiotice tentar!
Ele não me ama e talvez eu também não o ame.
Desde quando vocês... Bom, desde quando vocês namoravam.
O sinal tocou e fomos todos para casa. Precisava descansar pensar no que ia fazer, refletir sobre meus sentimentos.
— Posso ir com você, Isabella? — Sophia veio saltitando para perto de mim.
— Claro! Vai dormir lá em casa hoje? Podemos vir juntas para o colégio amanhã. — Queria passar um pouco de tempo com a minha amiga, sabe passar a noite em claro conversando, rindo... Estava precisando um pouco disso.
— Me parece uma boa ideia! — Ela sorriu. — Vou ligar para minha mãe, ver se eu posso. — No mesmo momento ela pegou o celular e ligou.
— Smith! — Jacob sorriu.
— Ei, Johnson! — Acenei e ele se aproximou.
— Tudo bem?
— Tudo sim e você?
— Ótimo.
— Vai sair? — Perguntei como quem não queria nada.
— Não, e você? Vai? — Ele também pareceu indiferente.
— Só ficar em casa com a Sophia.
— Hmmm... — Ele colocou a mão no bolso.
— Amiga, amiga! Minha mãe deixou! — Sophia veio correndo para perto de nós e eu sorri pela boa notícia.
— Vamos então, Sophia? — Virei para Jacob. — Tchau, até amanhã. — E dei um beijo em sua bochecha. Ele retribuiu dizendo tchau também. Fazia um bom tempo que eu não fazia isso com ele, depois de nós nos separarmos por causa daquela garota idiota eu me separei bem dele e não tivemos mais contatos desse tipo.
Liguei o carro e voltei para casa conversando com minha melhor amiga.
Nenhum comentário:
Postar um comentário