“Aprende. Aprende. Aprende que dói menos.” — Tati Bernardi.
A festa ocorria na casa de um dos amigos milionários de Michelle. Quando chegaram, Julian observava atordoado todas aquelas garotas seminuas, virando barris de cerveja, no canto da parede, casais esperando a hora de um sexo explícito. E no fundo, um garoto com uma lata de coca-cola na face, ele não entendeu o pra quê. Quando foi tirada sua atenção, logo que Michelle gritou: “Audrey!”
Audrey era sua melhor amiga, e já havia contado sobre Julian.
— Hmm! Então esse é o misterioso Julian? Prazer em conhecê-lo, querido. Quer uma cerveja?
Julian balançou a cabeça que não sorrindo sem jeito.
— Certo. — E logo olhou para Michelle. — Bonito, hein?
— AMIGA!
— Ok, ok.
Enquanto conversavam, Julian fez um gesto com as mãos para Michelle perguntando-lhe se ela ou a amiga queriam que ele pegasse algo.
— Ah! Eu quero sim, uma cerveja, obrigada Julian. Quer alguma coisa Audrey?
— Não, não.
Ele assentiu, e logo foi. Quando voltou, elas já não estavam lá. Julian franziu a sobrancelha, deixando a cerveja na mesa ao lado, e olhando para todos os arredores. E lá estava Audrey, conversando com algum outro garoto. Ele se dirigiu a ela, com um olhar preocupado.
— Ah, Julian! Ela foi procurá-lo.
O garoto a quem acompanhava Audrey, perguntou curioso:
— Quem?
— Michelle.
— Ah! Eu a vi indo a algum lugar com Anderson.
Audrey no mesmo momento arregalou os olhos. Julian percebeu sua expressão, e fez um gesto com as mãos perguntando-lhe quem é.
— Não o entendo, querido.
Ele pegou uma caneta do bolso, e escreveu na toalha da mesa ao lado: “QUEM É?” — O... Ex dela. Acho melhor irmos procurá-la, Michelle deveria parar de acreditar tanto nas pessoas. Ele no mínimo deve tê-la feito acreditar que ele apenas queria pedir desculpas por tudo e que fossem...
Antes de terminar a frase, Julian já estava com um andar apressado à frente.
— ... Amigos?
E logo ela, e o amigo que conversavam foram atrás.
Julian corria estonteado com o som da música misturado às luzes em seus olhos, até que viu de relance uma mão atravessando até atrás da parede, ele percebeu que era ela pela pulseira que usava. Simultaneamente, a imagem da cena veio a sua cabeça, Michelle sorria pedindo que ele escolhesse qual das duas usaria.
Correu até lá, e ela estava com as mãos presas a quem ele supôs ser o Anderson a dele, juntos demais ele falava alguma coisa em seu ouvido... Ela enojava tentando se sair.
E quando Julian percebeu que voltou aos seus sentidos; o homem já estava no chão. Michelle correu para abraçá-lo pedindo que a levasse embora dali.
Chega a casa, e cada um infelizmente deve ir para seu quarto. Tenta-se não fazer muito barulho, Michelle já havia parado de chorar, os braços de Julian haviam reconfortado-lhe. Antes de deixá-la ao quarto, lhe deu um beijo na testa e com os gestos de suas mãos, disse-lhe que tudo iria ficar bem. Ela sorriu, mas com um olhar triste e entrou.
Os dois estavam deitados na cama, olhando para a parede, a única coisa que o separavam... Estavam tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Ele fez alguns toques, longos, curtos, e perguntou: “Está melhor?” “Sim, obrigada por tudo.” “Dorme bem, pequena. “Você também“ Eles dois então beijaram a parede simultaneamente, não sendo proposital.
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